Filhos da SCUTA

No domingo passado usei a auto-estrada A4 para para ir ao aeroporto. Um troço da mesma era considerado SCUT e agora tem de se pagar pela sua utilização.
Ontem, terça-feira, dirigi-me para pagar a devida portagem.
Para quem ainda não viu, isto é um recibo de portagem de SCUT (imagem abaixo).

Ficam aqui as contas:

  • 50 cêntimos de portagem pela utilização da auto-estrada.
  • 30 cêntimos de “Taxas Administrativas”.
  • 30 minutos à espera para pagar nos CTT.
  • 3 empresas a ganhar com o negócio: CTT Correios de Portugal, S.A.; Estradas de Portugal, S.A.; Ascendi O&M S.A.
  • 3 Empresas com sede em Lisboa e a cobrar portagens em auto-estradas que antes eram sem custo para o utilizador e agora são com custo para o utilizador (do norte de Portugal).

Eu não sou necessariamente contra as portagens nas SCUT porque sendo de Amarante sempre tive de pagar portagens pela utilização da A4, enquanto que os moradores de Paços de Ferreira, por exemplo, não pagavam pela utilização da A41/A42. O que significa que o dinheiro dos meus impostos servia para financiar uma auto-estrada sem custos para outras pessoas utilizarem enquanto eu sempre tive de pagar portagens. Sou defensor de um sistema utilizador/pagador.
Não sou defensor de um sistema que não permite o pagamento na hora, nem com cartão bancário, nem com dinheiro. Que obriga à aquisição de um equipamento para se poder circular nas estradas em questão, e que sobretaxa o utilizador quando este se dirige para efectuar o pagamento.
Soluções? Não tenho. A única sugestão, reclamar por estradas nacionais melhores e alternativas reais às auto-estradas. Por enquanto vou fazer tudo por tudo para deixar de utilizar estas estradas.