Foto do dia 23 de Dezembro 2010

Esta imagem de luzes das cidades foi criada com dados do Defense Meteorological Satellite Program (DMSP) Operational Linescan System (OLS). Originalmente concebido para ver as nuvens, ao luar, o OLS também é usado para mapear os locais de luzes permanentes na superfície da Terra.

A imagens foram combinadas e colocadas por cima de uma mapa de modo a se ter a percepção da concentração luminosa no mapa-mundo. Apesar disso algumas áreas delimitam por si próprias as fronteiras dos continentes e de alguns países.

As áreas mais brilhantes da Terra são as mais urbanizadas, mas não necessariamente as mais populosas. (Compare Europa Ocidental com a China e a Índia). As cidades tendem a crescer ao longo da costa e das redes de transporte. O sistema de rodovias interestaduais dos Estados Unidos aparece como uma rede conectando os pontos mais brilhantes dos centros urbanos. Na Rússia, a ferrovia Trans-Siberian é uma linha fina que se estende a partir de Moscovo através do centro da Ásia para Vladivostok. O rio Nilo, a partir da Barragem de Assuão para o Mar Mediterrâneo, é outro segmento brilhante através de uma região escura.

Mesmo 100 anos após a invenção da luz eléctrica, algumas regiões continuam pouco povoadas e apagadas. A Antárctida está totalmente escura. As selvas do interior da África e da América do Sul são muito escuras, mas as luzes estão começando a aparecer lá também. Os desertos da África, Arábia, na Austrália, Mongólia e os Estados Unidos são mal iluminadas (com excepção da costa), juntamente com as florestas boreais do Canadá e da Rússia, e as grandes montanhas dos Himalaias.

Fonte: Nasa