Foto do dia 30 de Janeiro 2011
Um tunisino faz uma pausa enquanto os manifestantes continuam as manifestações em frente aos escritórios do primeiro-ministro Mohamed Ghannouchi, em Tunis 25 jan 2011
Mohamed Bouazizi teria pouco mais de 20 anos, quando se imolou no passado dia 17 de Dezembro.
Num país onde o ditador Ben Ali e a sua família controlavam a economia, o trabalho estava reservado àqueles que tinham sorte ou aos que gozavam de relações privilegiadas com a diminuta e poderosa elite de Tunes. Na Tunísia, como em outros tantos países, não são as qualificações ou o mérito que determinam o sucesso. É antes o nome, o casamento ou a filiação partidária.
No desemprego, Bouazizi viu-se forçado a vender frutas e legumes nas ruas da sua cidade natal do centro-oeste, Sidi Bouzid, para alimentar a família. Mas não tinha a necessária licença de comércio, difícil de obter no labirinto da burocracia e corrupção tunisina. A 17 de Dezembro de 2010, a polícia confiscou-lhe a banca e a balança. Segundo testemunhos locais, terá sido agredido e humilhado pelas autoridades.
Nessa mesma sexta-feira, Bouazizi deslocou-se à autarquia de Sidi Bouzid para tentar regularizar a situação. Não conseguiu. Com o dinheiro que restava, comprou um litro de gasolina. Despejou o combustível sobre a cabeça e imolou-se pelo fogo.
Este acto despoletou uma série de eventos que levaram à queda do presidente tunisino. A onde de contestação continua a percorrer o médio-oriente. Neste momento está também em cheque o actual presidente do Egipto Hosni Mubarak.
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